Nem todos
levantam a voz.
Não por não ver,
mas porque o conforto
é uma casa
de paredes grossas.
Lá fora,
uma porta fecha,
um corpo cai,
um nome apaga-se
e a mesa
continua posta.
Nada se disse,
nada mudou.
O silêncio
não manda,
não fere,
não empurra;
apenas deixa.
E há dias
em que não escolher
já é tomar parte.
O mal nem sempre avança.
Às vezes
basta-lhe lugar.
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