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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Neutralidade

Nem todos

levantam a voz.

 

Não por não ver,

mas porque o conforto

é uma casa

de paredes grossas.

 

Lá fora,

uma porta fecha,

um corpo cai,

um nome apaga-se

e a mesa

continua posta.

 

Nada se disse,

nada mudou.

 

O silêncio

não manda,

não fere,

não empurra;

apenas deixa.

 

E há dias

em que não escolher

já é tomar parte.

 

O mal nem sempre avança.

 

Às vezes

basta-lhe lugar.

 

 

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