Há quem parta cedo.
Há quem fique junto da mesma sombra.
Não por falta de caminho, mas porque certas raízes continuam a crescer
depois da árvore.
A casa não termina nas paredes.
Segue na voz, na memória, no olhar.
Durante anos, julgamos habitar um lugar.
Só mais tarde percebemos que o lugar também nos habitava.
E que partir não era abandonar a terra,
mas descobrir onde ela acabava.
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