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sábado, 20 de junho de 2026

Durante muito tempo procurámos a ponta.

 

Acreditávamos que todo o enredo escondia um início, e que bastava encontrá-lo.

 

Mas alguns nós crescem de tal modo dentro das coisas que já não pertencem a quem os fez.

 

Passam de mão em mão, de nome em nome, até parecerem a própria forma do caminho.

 

Há quem os corte.

 

O gesto é rápido.

 

A dificuldade desaparece.

 

Mas nem sempre o que desaparece é o problema.

 

Às vezes, o nó guardava apenas o percurso.

 

E é depois do corte que nos perdemos.

 

 

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