Durante muito tempo procurámos a ponta.
Acreditávamos que todo o enredo escondia um início, e
que bastava encontrá-lo.
Mas alguns nós crescem de tal modo dentro das coisas
que já não pertencem a quem os fez.
Passam de mão em mão, de nome em nome, até parecerem a
própria forma do caminho.
Há quem os corte.
O gesto é rápido.
A dificuldade desaparece.
Mas nem sempre o que desaparece é o problema.
Às vezes, o nó guardava apenas o percurso.
E é depois do corte que nos perdemos.
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