Pensamos a partir daqui
como se daqui fosse
o centro.
Chamamos pensamento
ao que sabemos dizer,
e silêncio
ao que não sabemos ler.
Construímos versões
do mundo
para suportar
a nossa pequena extensão
no tempo.
Mas não sabemos
o que é ver
fora do nosso modo
de ver,
nem o que é pensar
fora da forma
como o pensamento
nos acontece.
Outras espécies
habitam
o mesmo território
com limites
que não conseguimos
transpor.
Chamamos instinto
ao que nelas
não deciframos,
como se o nome fosse
explicação.
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