No ecrã,
continua.
Um vídeo
arrasta outro,
sem fim.
A mão
não decide,
repete.
Na mesa,
um prato
com migalhas,
o copo
a meio.
Alguém passa,
solta um nome,
não vira.
Nada falta
ao ponto de parar.
Lá fora,
a luz hesita,
alguém chama.
Aqui,
há sempre mais um,
e outro.
O polegar
desce
sem pensar.
Até que o dia
fica assim:
cheio,
sem ter começado.
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