O céu abre-se
e julgamo-nos
pequenos.
Uma luz
atravessa milhões de anos
até chegar aos olhos.
Pensamos:
não somos nada.
Mas há mundos
que não conhecem
o mesmo céu;
vivem sob a pele,
entre correntes invisíveis,
percorrendo distâncias
que não têm nome.
Para eles,
somos o território.
Nenhum deles
verá a curva da Terra,
nem a noite
cheia de galáxias.
Como nós,
também habitam
o limite
do que alcançam.
Talvez o erro
não esteja na medida,
mas na procura
de uma medida
final.
O que nos excede
chama-nos ínfimos;
o que nos habita
vê-nos imensos.
E entre uma escala
e outra,
continuamos sem saber
o tamanho
que temos.
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