Não é o que guardamos
que nos sustém.
Casas fecham-se,
objetos envelhecem,
o brilho perde-se nas mãos.
O que fica
é quem fica.
Quem se senta ao nosso lado
quando o dia falha,
quem reconhece o nosso nome
mesmo quando já não sabemos dizê-lo.
Há vidas cheias
de coisas
e vazias de presença.
E há mãos vazias
que seguram o mundo inteiro.
No fim,
não levamos o que tivemos,
levamos quem fomos
uns para os outros.
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