Há quem discorde
não por ver diferente,
mas por não ver.
O desacordo nasce, então,
não da reflexão,
mas da defesa.
Compreender desloca:
obriga a abandonar
o lugar seguro
das certezas herdadas.
E nem todos aceitam esse risco.
Quanto menor o alcance do olhar,
mais rígida a afirmação;
não por força,
mas por medo de cair.
Quem pensa, hesita.
Quem aprende, abranda.
O ruído surge
quando se tenta preencher com negação
o espaço que o entendimento
ainda não alcançou.
Por isso, antes de discordar,
há um silêncio necessário:
o instante em que o pensamento decide
se quer crescer
ou apenas resistir.
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