Há palavras
que pedem resposta.
E há outras
que pedem apenas
que não nos aproximemos.
O silêncio não é fuga,
é fronteira.
É a forma que a alma encontra
de não se gastar
em terrenos onde nada cresce.
Nem tudo merece explicação,
nem tudo merece defesa.
Há cansaços
que não vêm do corpo,
mas de insistir
onde já não há escuta.
Por isso, às vezes,
o gesto mais íntegro
é fechar a boca
e salvar o que ainda vive em nós.
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