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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Ecos do Coração III

No meio do ruído,

a esperança ainda espera.

 

Não se vê, não se ouve,

mas pulsa, insistente,

como raiz que busca luz

em solo quase árido.

 

O mundo pode endurecer,

mas há olhos que não fecham,

mãos que ainda se abrem

mesmo sem toque,

corações que lembram

que sentir é sobrevivência.

 

E se a empatia tentasse morrer,

não seria o final;

apenas semente

à espera de chuva.

 

 

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