Debaixo do silêncio,
o coração esperou.
Não era ausência;
era um gesto interrompido
à procura de mãos.
Os dias tornaram-se duros,
as vozes ficaram longe,
e o mundo aprendeu a falar
sem tocar.
Mas a empatia
não desaparece,
apenas se retrai
como um animal ferido
que ainda confia.
Debaixo do silêncio,
o coração despertou.
Não para voltar ao que era,
mas para lembrar
que nenhum humano respira sozinho.
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