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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Eco do Coração I

Debaixo do silêncio,

o coração esperou.

 

Não era ausência;

era um gesto interrompido

à procura de mãos.

 

Os dias tornaram-se duros,

as vozes ficaram longe,

e o mundo aprendeu a falar

sem tocar.

 

Mas a empatia

não desaparece,

apenas se retrai

como um animal ferido

que ainda confia.

 

Debaixo do silêncio,

o coração despertou.

 

Não para voltar ao que era,

mas para lembrar

que nenhum humano respira sozinho.

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