Há uma versão de nós
que aprendemos a esconder
como quem dobra a própria voz
para caber na sala.
Não é a mais educada,
nem a mais fácil,
nem a que sabe explicar-se.
É a que tropeça,
a que ri fora de tempo,
a que sente demais.
Chamaram-lhe
aquilo que não sabiam medir.
Mas talvez seja essa,
e só essa,
que alguém saberia amar.
Porque ninguém se apaixona
por um disfarce perfeito.
O amor acontece
quando algo verdadeiro
escapa
antes de pedirmos desculpa.
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