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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Eco do Coração II

No fundo do silêncio,

uma luz tremeluz.

 

É discreta,

mas chama de volta o corpo

ao ritmo que quase esquecera.

 

O animal ferido olha em volta,

cheira o ar, sente o toque do mundo

mesmo sem mãos, mesmo sem abraços.

 

E algo pequeno, quase impercetível,

começa a inclinar-se para fora do escuro:

a confiança.

 

Nada retorna ao que era,

mas algo começa a existir

onde antes só havia espera.

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