No fundo do silêncio,
uma luz tremeluz.
É discreta,
mas chama de volta o corpo
ao ritmo que quase esquecera.
O animal ferido olha em volta,
cheira o ar, sente o toque do mundo
mesmo sem mãos, mesmo sem abraços.
E algo pequeno, quase impercetível,
começa a inclinar-se para fora do escuro:
a confiança.
Nada retorna ao que era,
mas algo começa a existir
onde antes só havia espera.
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