Abençoados os corações que não endurecem,
que se abrem como a terra ao primeiro raio de sol,
que não temem as quedas
e sabem se levantar com leveza.
Eles não se partem,
porque sabem dobrar-se sem se perder,
e sabem que a dor não é o fim,
mas um momento de transição,
um caminho para o que virá.
Ser flexível não é ser fraco,
mas saber que a vida não é reta,
nem rígida,
feita de limites fixos,
mas de curvas, de desvios,
de quem aprende a dançar com a incerteza.
Abençoados os corações que acolhem as fissuras,
que não se fecham, mas se abrem ainda mais
quando o mundo os marca,
porque sabem que o amor verdadeiro
não é sólido,
mas vivo, sempre em movimento.
E assim, os corações flexíveis
não têm medo de se partir,
porque sabem que, mesmo quebrados,
podem sempre voltar a se erguer
mais inteiros do que antes.
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