Demorei
tanto
a chegar
que, por vezes,
duvido
do caminho.
Ainda ouço
os sonhos
que ficaram
à minha espera:
casas acesas
onde nunca
entrei.
Passo
por elas
devagar.
As janelas
já não
me reconhecem.
Talvez
a perda
não seja
o que não vivi,
mas continuar
a falar
com quem
imaginei
vir a ser.
Mesmo assim,
há uma palavra
que insiste
em abrir
caminho.
É por ela
que sigo
a chegar.
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