Um dia, quando já não estivermos deste lado da conversa,
as palavras terão regressado ao
silêncio de onde vieram.
Talvez seja então que descubramos
que nunca foram nossas.
Éramos nós que pertencíamos à
linguagem,
como as árvores pertencem ao vento,
os rios ao mar,
as estrelas à noite.
E, durante um breve instante,
tivemos o privilégio de lhes dar voz.
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