Ninguém a viu.
Ainda assim, passa de mão em mão.
Está na força do braço, na largura
dos ombros, no tom da voz.
Mede o dinheiro, a coragem, o
silêncio.
Muda de forma conforme a época.
Mas nunca desaparece.
Há quem cresça para dentro dela até
perder o próprio passo.
Poucos perguntam quem a desenhou.
Menos ainda para que serve.
E, no entanto,
continua ali,
a medir homens antes mesmo de
saberem o nome.
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