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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Prova

Ninguém a viu.

 

Ainda assim, passa de mão em mão.

 

Está na força do braço, na largura dos ombros, no tom da voz.

 

Mede o dinheiro, a coragem, o silêncio.

 

Muda de forma conforme a época.

 

Mas nunca desaparece.

 

Há quem cresça para dentro dela até perder o próprio passo.

 

Poucos perguntam quem a desenhou.

 

Menos ainda para que serve.

 

E, no entanto,

 

continua ali,

 

a medir homens antes mesmo de saberem o nome.

 

 

 

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