Nem sempre foi o caminho que se tornou mais longo.
Às vezes,
foi apenas o que levávamos.
Os dias aprenderam as mesmas
tarefas:
abrir,
fechar,
esperar,
voltar.
Houve manhãs em que o mundo cabia
num pequeno gesto.
Outras,
nem o horizonte chegava.
Uma folha continuava a
desprender-se da árvore
sem perguntar
se o outono valia a pena.
E eu,
continuei.
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