Nem todas as perguntas procuram respostas;
algumas apenas nos habitam.
Passamos a vida a dar nome àquilo que somos, como se
uma palavra pudesse conter uma existência.
Talvez não tenhamos vindo para
chegar,
apenas para sermos vestígio.
Entre o primeiro sopro e o último
silêncio,
passamos.
Sei apenas que, por um breve
instante, a matéria encontrou em mim uma forma de se olhar.
Procurei-me
nos caminhos,
nas palavras,
nos silêncios,
nos rostos.
Restaram sinais.
Continuo a pergunta.
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