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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Ao Fim da Rua

O tempo não anda: respira.

 

Por vezes, estende-se como sombra cansada;

 

outras, foge, ave súbita, das mãos distraídas.

 

Dentro de nós, alguém o torce:

 

faz dele um fio tenso quando dói,

 

ou um sopro breve quando arde de luz.

 

E caminhamos.

 

Sempre caminhamos.

 

Até que a rua se esgota nos olhos,

 

e ficamos diante do invisível,

 

como quem chega

 

sem nunca ter deixado de partir.

 

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