Primeiro,
foi uma imagem.
Uma voz.
Um rosto suspenso sobre as cabeças.
Entrou
e não houve estranheza.
As crianças aprenderam o nome
antes da pergunta.
Depois vieram as pinturas,
os altares,
os livros.
A semelhança fez-se costume.
Os olhos repetiram-se na pedra,
na tinta,
na palavra.
Mais tarde, alguém perguntou:
se o céu não tem corpo,
quem lhe deu um homem?
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