A existência não desaparece
quando nos faltam as forças.
Apenas se recolhe
para um lugar mais fundo,
onde o silêncio aprende
a esperar.
Há dias em que o corpo
baixa a voz.
E, ainda assim,
algo em nós
permanece
de pé,
quieto,
à escuta
do que há de voltar.
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