No museu,
as pessoas aproximam-se do quadro para ler a legenda.
Demoram mais tempo diante da placa do que diante da
pintura.
O nome confirma o que vieram ver.
Ninguém estranha que a árvore continue imóvel depois
de identificada.
Uma criança fica para trás.
Olha demoradamente uma mancha de azul junto ao canto.
Pergunta se o céu também envelhece.
Não encontra resposta na parede.
Quando alcança os outros,
já seguem para a sala seguinte.
A pintura permanece onde estava,
à espera de quem ainda não saiba o seu nome.
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