A verdade
talvez nunca seja
uma chegada.
Talvez seja
a delicadeza
com que caminhamos
na sua direção.
Um gesto
suspenso
entre o saber
e o tocar.
Não a luz
que revela.
A que exige
cuidado.
Caminhamos,
então,
não para a alcançar,
mas para nos tornarmos
dignos
do seu contorno.
E nesse movimento,
lento,
quase impercetível,
ela às vezes
roça-nos.
Não como
certeza,
mas como
um silêncio
que,
por um instante,
nos reconhece.
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