Caminharam juntos.
O caminho não distinguia os passos.
Depois,
alguém começou a medir:
a força,
a terra,
o sangue,
o nome.
Ela passou a caminhar meio passo
atrás,
não por não conhecer o caminho,
mas porque alguém lhe disse que o
horizonte tinha dono.
Os séculos
deram nomes à distância.
Chamaram-lhe ordem,
virtude,
natureza,
vontade dos deuses.
A distância aprendeu todos eles.
Um dia,
uma criança perguntou
por que a sombra deles
chegava ao chão
ao mesmo tempo.
Ninguém respondeu.
O caminho
continuou.
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