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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Tempo

No princípio,

o homem

sonha

vencer

o tempo.

 

Imagina

um dia

em que nada

lhe possa

ser retirado.

 

Mas os anos

ensinam

outra língua.

 

Talvez

o tempo

nunca tenha sido

o inimigo.

É ele

que dá medida

ao abraço.

É ele

que nos chama

a escolher.

É ele

que torna

cada encontro

irrepetível.

 

Se os dias

não acabassem,

quantos deles

desperdiçaríamos?

 

Se tudo

nos esperasse

para sempre,

que urgência

teria

o amor?

 

Chega, então,

o instante

em que o desejo

já não é

permanecer.

 

É deixar

que aquilo

que aprende

a amar,

a compreender

e a cuidar

permaneça.

 

Talvez

não seja

o homem

quem deva

tornar-se

imortal.

 

Talvez seja

a humanidade

que,

geração

após geração,

aprenda

a permanecer

mais humana.

 

 

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