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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Procura

Não consigo

parar

de procurar.

 

Como a água

que hesita

um instante

antes da queda,

e ainda assim

cai.

 

Como a raiz

que avança no escuro,

ferindo a terra

sem saber

se há chão

ou vazio.

 

Há um rumor baixo,

quase corpo,

que me chama

por dentro do nome.

 

E eu vou.

 

Não porque saiba

ou espere.

 

Mas porque ficar

é um silêncio longo demais.

 

É desaprender o ar

até que o peito

se esqueça

de abrir.

 

 

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