Não consigo
parar
de procurar.
Como a água
que hesita
um instante
antes da queda,
e ainda assim
cai.
Como a raiz
que avança no escuro,
ferindo a terra
sem saber
se há chão
ou vazio.
Há um rumor baixo,
quase corpo,
que me chama
por dentro do nome.
E eu vou.
Não porque saiba
ou espere.
Mas porque ficar
é um silêncio longo demais.
É desaprender o ar
até que o peito
se esqueça
de abrir.
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