A manhã chega
com o ruído de sempre.
A água ferve
uma porta abre
alguém atravessa a rua
sem destino.
Lá fora,
tudo parece caber
no que é pequeno.
Mas há qualquer coisa
que fica de fora.
Permanece atrás dos olhos,
quieta,
a perguntar.
E nós
vestimos o dia,
fechamos a porta,
descemos as escadas.
Como se soubéssemos
para onde.
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