Nada
permanece
intacto.
O rosto
aprende
o tempo.
As mãos
aceitam
as perdas.
Os olhos
vislumbram
outras distâncias.
Cada encontro
desloca
uma parede.
Cada ausência
abre
outra.
Chamamos
“eu”
ao lugar
onde
todas as vozes
se cruzam
sem nunca
serem
iguais.
Não escolhemos
o caminho.
É o caminho
que, passo a passo,
nos escreve.
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