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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Em Trânsito

Nada

permanece

intacto.

 

O rosto

aprende

o tempo.

 

As mãos

aceitam

as perdas.

 

Os olhos

vislumbram

outras distâncias.

 

Cada encontro

desloca

uma parede.

 

Cada ausência

abre

outra.

 

Chamamos

“eu”

ao lugar

onde

todas as vozes

se cruzam

sem nunca

serem

iguais.

 

Não escolhemos

o caminho.

 

É o caminho

que, passo a passo,

nos escreve.

 

 

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