Durante muito tempo
chamámos
força
a quem
não chorava.
Mas era outro
quem segurava
a casa.
Havia sempre
um lugar
onde o medo
desarmava,
um colo
que não precisava
de nome.
Ninguém
cresce
sem levar consigo
essa procura.
Não
de uma pessoa,
mas daquilo
que nela
nos ensinou
a regressar.
Porque
há caminhos
que só existem
enquanto sabemos
que, algures,
ainda há
um lugar
onde o coração
desce
a voz.
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