Ela levantou-se
algumas vezes.
Chegou a tocar
na maçaneta.
Mas voltou.
Já não lhe pergunto
porquê.
Conheço-lhe a voz,
os silêncios,
a cadeira
onde se senta.
Agora deixo a porta
entreaberta.
E escuto o tempo.
É ele
quem sabe
quando partir.
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