Aprendemos
a guardar o fogo,
depois,
a levá-lo mais longe.
Erguemos pedra
sobre pedra,
pergunta
sobre pergunta,
até que as mãos
já não soubessem
onde terminava
o recebido
e começava
o inventado.
Cada geração
deixou à seguinte
uma ferramenta,
um erro,
uma descoberta,
uma porta entreaberta.
E continuámos.
Aprendemos
a medir as estrelas
antes de aprendermos
a medir o medo.
Conhecemos
o caminho das máquinas,
mas ainda
nos perdemos
uns dos outros.
Sabemos construir
o que nunca existiu.
Ainda não sabemos
deixar de construir
aquilo que já sabemos
que destrói.
Ser inteligente
não é chegar
mais longe,
mas aprender
a não voltar
ao mesmo lugar.
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