Mil vozes
dizem o mesmo.
Ninguém sabe
quem falou primeiro.
A palavra passa
de boca em boca,
cresce,
perde o dono.
Depois,
já ninguém pergunta
de onde veio.
Há quem grite
para não ouvir.
Quem repita
para não duvidar.
E quem fique em silêncio
a escutar
se aquela voz
lhe pertence.
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