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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Mão esquecida

Uma mão aponta

para o outro.

 

A outra

fica esquecida

no bolso.

 

Conhece o movimento,

não conhece a queda.

 

Conhece a culpa,

não conhece a noite.

 

E continua a apontar.

 

Até que o espelho

se inclina

e devolve

a mão.

 

Não a sentença,

 

a mão.

 

 

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