Nem todas
as mortes
chegam
com um
disparo.
Muitos
desaparecem
em salas
onde
nunca
entraram.
Ali,
uma vida
vale
o cálculo.
A fome,
um número.
O cansaço,
uma margem.
E a dignidade,
um excesso
que nem sempre
cabe
na conta.
Os números
não choram.
Mas o silêncio
conhece
os nomes
que faltam.
A violência
mais perfeita
é aquela
que ninguém
reconhece
como
violência.
Sem comentários:
Enviar um comentário