Nada vive sozinho.
Uma vida toca outra
sem saber.
Uma raiz procura
uma água distante.
Um corpo deixa no ar
o que outro respira.
Dentro de uma formiga
alguma coisa
muda-lhe o caminho.
Ninguém vê a mão.
Só o movimento.
Corpos que se atravessam
sem nunca se encontrarem.
E cada corpo,
por dentro,
um mundo onde
outro mundo começa.
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