Passamos a vida
a medir o que somos.
Mais longe,
mais alto,
mais tempo.
Como se houvesse um lugar
onde finalmente
se pudesse chegar.
Ninguém sabe
quem dá as notas.
Ainda assim,
aprendemos a comparar
as vidas.
Há quem deixe um nome.
E quem desapareça
sem que ninguém
tenha sabido que esteve.
O tempo não distingue
uns dos outros.
Leva.
A duração fica.
E de que serve
ter vivido muito
se estivemos tão pouco
naquilo que vivíamos?
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