Paz no peito,
amor que existe,
abraço como a noite ao mar.
Presença que acolhe,
silenciosa,
sem nada exigir.
O mundo lá fora
pode rugir,
mas aqui
o tempo suspende
e basta o que se sente.
Arte
Paz no peito,
amor que existe,
abraço como a noite ao mar.
Presença que acolhe,
silenciosa,
sem nada exigir.
O mundo lá fora
pode rugir,
mas aqui
o tempo suspende
e basta o que se sente.
Em Gaza,
antes do grito,
antes do suspiro,
somente fogo.
Corpos evaporam,
memórias negadas,
um adeus recusado.
O horror permanece,
o luto não encontra chão.
(Poema inspirado em relatos de destruição extrema e
perda em Gaza, traduzindo em linguagem poética a dor, a indignação e a
impossibilidade de despedida de vítimas inocentes.)